era uma vez um banco

3 03 2011

Era uma vez um banco branco que se prostrava sobre um relvado mal tratado e sob uma árvore centenária. Implantado no centro de uma vida agitada, no interior de uma travessia densa, aí permanecia, testemunho de um passado, sem exercer a sua utilidade máxima. Ontem servia para sentar, hoje para lembrar.

O ‘descontexto’ por vezes é assim… Na origem somos algo, no presente deixamos de o ser. E se era na origem e na génese que seriamos genuinos, então a génese hoje é assim: as suas raízes aí permanecem como memória de algo, mas o carácter utilitário perdeu-se na invenção de novas necessidades.

(Imagem. Estrada da Circunvalação, entre o Cruzamento do Amial e de S. Tomé.)


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