a utilidade subvertida em imaginário

17 05 2011





era uma vez um banco

3 03 2011

Era uma vez um banco branco que se prostrava sobre um relvado mal tratado e sob uma árvore centenária. Implantado no centro de uma vida agitada, no interior de uma travessia densa, aí permanecia, testemunho de um passado, sem exercer a sua utilidade máxima. Ontem servia para sentar, hoje para lembrar.

O ‘descontexto’ por vezes é assim… Na origem somos algo, no presente deixamos de o ser. E se era na origem e na génese que seriamos genuinos, então a génese hoje é assim: as suas raízes aí permanecem como memória de algo, mas o carácter utilitário perdeu-se na invenção de novas necessidades.

(Imagem. Estrada da Circunvalação, entre o Cruzamento do Amial e de S. Tomé.)





Reflexo e ‘Auto-anulamento’

24 02 2011

Imagem. E se através de um espelho conseguirmos anular, em vez de amplificar?

Realidade: Estrutura rígida, quase megalómana, descontextualizada. A necessidade incontornável de confronto com pré-existencia, de forma e significado fracturante.

Exercício com manipulação de uma fórmula ao nível do revestimento e da matéria, na tentativa de contextualizar o descontextualizado e de cravar neste, as marcas da sua vizinhança.

Adição: Uma superfície espelhada representa uma dualidade ilusória, uma realidade planificada do real, com manipulação da perspectiva e da profundidade.

Resultado: A fractura que reflecte em si a realidade a que se opõe.

Será assim mesmo que funciona com as pessoas? A individualidade suprime-se assim que nos tornamos reflexo de uma sociedade?

 





Limpeza com adição

17 02 2011

Imagem 1. Ilusão | Construção de uma realidade paralela através da aplicação de um revestimento relacionado com a história e passado da cidade, minimizando o seu impacto negativo na paisagem. [@Viaduto da Areosa | ialves2011©]





[dos] parêntesis intersticiais de cidade e adaptação dos mesmos ao meio físico e cognitivo

16 02 2011

Imagem 1. Pistas de atletismo na rotunda da AEP e encerramento das frentes com bancadas.

Transformação de carácter no espaço público

Transmutação dos lugares, com fortes símbolos pré-existentes ancorados na fantasia de uma imagem. Território onde a troca de fluxos de informação é constante: reconversão esta forte troca predominantemente virtual por troca física, com interrupção, originado ‘descontexto’ e confusão.

É comum depararmo-nos com ideias que colocam a cidade de costas voltadas para o homem, numa progressiva transformação de espaços e territórios, em interstícios onde automatos se deslocam sob ‘plataformas’ – apêndices ou próteses – dotando estes ‘parêntesis residuais na cidade’ como meio para atingir um fim.

Lugares – e não ‘não-lugares’ – que se organizam e compõem a partir da aparente deslocação do ser humano.

Procurando mutar e transfigurar o volume denso de trocas de informação virtual e ‘individual’- porque o indivíduo que conversa ao telemóvel transmite imagem de singularidade, numa linguagem bi-dimensional do acontecimento – numa tipologia de troca física e colectiva, será também possível conceber espaço de carácter intersticial e superficial, concluindo assim que o lugar se vai alimentando da sua tipologia, e adaptando-se de forma constante.





Nódulos e Rótulos

11 02 2011

[a procura em traduzir secções de território por uma palavra predominante]

Exercício desenvolvido com o objectivo de caracterizar toda a sua extensão e assim seccionar a sua polimorfia, procurando determinar extensões de interesse a ter em conta numa fase posterior da investigação.

Imagem 1. Crop que se estende entre o nó da Vilarinha até ao extremo norte da zona industrial do Porto.





Proposta da Junta Metropolitana do Porto para a Requalificação da Circunvalação

7 02 2011

Grandes alterações prometem ser feitas… Porém até 2012 (parece-me) será difícil.