Ora… Território Transitório.

18 07 2011

Ao pensar em território pensamos quase que de imediato em lugar, espaço físico. Nunca tinha entendido de facto o seu significado e abrangência.

Um estado de experimental total, de adição e necessidade de mutação para a sobrevivência, necessidade de adaptabilidade. Camadas sobre camadas, uma mescla sem grande possibilidade de tradução por palavras. Uma mescla que na realidade dificilmente se traduz em qualquer léxico. Algo de tão dificil, complexo, em suspenso e em constante in e re – definição. Algo que porém nunca chega a definir-se. Um falhanço total, se investirmos todas as forças na necessidade de definição.

Hoje entendo-me e desentendo-me e após um ano ao lidar com este conceito indefinido, questiono-me se eu mesmo não seja também um ‘território transitório’. Um ser transmutado, mesclado e que parece não ter alicerces fortes cravados na terra.

Um ser que não se define e portanto, falhado no que toca à sua definição.





Timelapse | The City Limits

7 05 2011

É incrível a transformação das paisagens e dos seus ambientes, com o anoitecer, na “hora dos mágicos cansaços, quando a noite de manso se avizinha“, como escreveu um dia Florbela Espanca.






Hipertexto às Portas

6 05 2011

Inês | Irene | Barcelona | Uma deriva de 3 dias, amplificada em determinados pólos, com apoio de 2 mapas de escalas diferentes, umas solas gastas e energia inesgotável. Resta-nos a lembrança de um clima contagiante e ambiente viciante e imagens, que mais que captadas por objectivas, foram registadas de forma intensa na memória sedenta de cultura e de história.





Imagem reflectida como forma de ‘auto-anulamento’ […in progress]

17 02 2011





Limpeza com adição

17 02 2011

Imagem 1. Ilusão | Construção de uma realidade paralela através da aplicação de um revestimento relacionado com a história e passado da cidade, minimizando o seu impacto negativo na paisagem. [@Viaduto da Areosa | ialves2011©]





[dos] parêntesis intersticiais de cidade e adaptação dos mesmos ao meio físico e cognitivo

16 02 2011

Imagem 1. Pistas de atletismo na rotunda da AEP e encerramento das frentes com bancadas.

Transformação de carácter no espaço público

Transmutação dos lugares, com fortes símbolos pré-existentes ancorados na fantasia de uma imagem. Território onde a troca de fluxos de informação é constante: reconversão esta forte troca predominantemente virtual por troca física, com interrupção, originado ‘descontexto’ e confusão.

É comum depararmo-nos com ideias que colocam a cidade de costas voltadas para o homem, numa progressiva transformação de espaços e territórios, em interstícios onde automatos se deslocam sob ‘plataformas’ – apêndices ou próteses – dotando estes ‘parêntesis residuais na cidade’ como meio para atingir um fim.

Lugares – e não ‘não-lugares’ – que se organizam e compõem a partir da aparente deslocação do ser humano.

Procurando mutar e transfigurar o volume denso de trocas de informação virtual e ‘individual’- porque o indivíduo que conversa ao telemóvel transmite imagem de singularidade, numa linguagem bi-dimensional do acontecimento – numa tipologia de troca física e colectiva, será também possível conceber espaço de carácter intersticial e superficial, concluindo assim que o lugar se vai alimentando da sua tipologia, e adaptando-se de forma constante.





Inquietações

21 01 2011

Um interesse demarcado nas formas como o indivíduo e as comunidades são levadas a apropriar-se do espaço público, nos constrangimentos que são impostos, sendo estes materiais ou cognitivos, determinam a orientação do presente trabalho.

A forma como a cidade cresceu e como se apresenta hoje; a mutação das paisagens e ocupação do território são marca de novas superfícies compostas por grandes retalhos complexos de designação espectante, mas que porém constituem espaço de troca de informação e fluxos. Um novo espaço público, caracterizado por novas necessidades e conjugação com as tecnologias a que hoje temos acesso, resultam em territórios “hiper textuais”.

O crescimento da cidade e as diferentes teorias desenvolvidas com a emersão da sociedade pós-moderna é aqui testada e revisitada através de uma caso de estudo que por mutação se vai adaptando a determinados nódulos da estrada centenária que delimita a cidade do Porto.

Que espaços públicos são estes, – aqueles que rapidamente emergiram, adaptando-se às necessidades que se impuseram, – que formas são estas, as de apropriação destes territórios – e, fundamentalmente, qual o seu futuro…?

Buscando um contributo balanceado entre a arte, a arquitectura e todas aquelas ciências de génese social, não para a resolução, mas para a “retaliação” de territórios hoje de costas voltadas, ou simplesmente fechados sobre si mesmo.

Palavras Chave:

1) Paisagem – Não Lugar  – Metrópole

2) Textual – Velocidade – Fluxos

3) Marginal – Comunidade – Periférico

4) Abrigo – (in)Segurança – Protecção