Ora… Território Transitório.

18 07 2011

Ao pensar em território pensamos quase que de imediato em lugar, espaço físico. Nunca tinha entendido de facto o seu significado e abrangência.

Um estado de experimental total, de adição e necessidade de mutação para a sobrevivência, necessidade de adaptabilidade. Camadas sobre camadas, uma mescla sem grande possibilidade de tradução por palavras. Uma mescla que na realidade dificilmente se traduz em qualquer léxico. Algo de tão dificil, complexo, em suspenso e em constante in e re – definição. Algo que porém nunca chega a definir-se. Um falhanço total, se investirmos todas as forças na necessidade de definição.

Hoje entendo-me e desentendo-me e após um ano ao lidar com este conceito indefinido, questiono-me se eu mesmo não seja também um ‘território transitório’. Um ser transmutado, mesclado e que parece não ter alicerces fortes cravados na terra.

Um ser que não se define e portanto, falhado no que toca à sua definição.





Reflexo e ‘Auto-anulamento’

24 02 2011

Imagem. E se através de um espelho conseguirmos anular, em vez de amplificar?

Realidade: Estrutura rígida, quase megalómana, descontextualizada. A necessidade incontornável de confronto com pré-existencia, de forma e significado fracturante.

Exercício com manipulação de uma fórmula ao nível do revestimento e da matéria, na tentativa de contextualizar o descontextualizado e de cravar neste, as marcas da sua vizinhança.

Adição: Uma superfície espelhada representa uma dualidade ilusória, uma realidade planificada do real, com manipulação da perspectiva e da profundidade.

Resultado: A fractura que reflecte em si a realidade a que se opõe.

Será assim mesmo que funciona com as pessoas? A individualidade suprime-se assim que nos tornamos reflexo de uma sociedade?